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11/08/2017
UNE: Não respeitar a universidade é impedir jovem de ter oportunidade UNE: Não respeitar a universidade é impedir jovem de ter oportunidade

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Na manhã desta quinta-feira (10) a União Nacional dos Estudantes (UNE) completou 80 anos e foi homenageada no Congresso Nacional por sua história que se confunde com a do próprio Brasil. O destaque ficou por conta da continuidade da luta pela democracia no país, diante do atual cenário de ilegitimidade política.

Por Verônica Lugarini*


A sessão enalteceu o caráter histórico e político da UNE que desde 1937, quando foi criada, vem mostrando resistência e vitalidade na luta pela democracia e pelos direitos dos estudantes, principalmente em momentos antidemocráticos, como durante a ditadura militar e o golpe de Michel Temer em 2016.

Durante o seu discurso, a presidenta da UNE, Marianna Dias, destacou que a entidade nasceu da necessidade dos estudantes de terem uma entidade nacional que não falasse somente de educação, mas que se preocupasse também com o Brasil e com o mundo. Foi assim, que ela se configurou como uma instituição de 7 milhões de universitários.

Por meio da luta constante, a entidade já reúne conquistas e avanços para os jovens brasileiros, como a criação do ProUni, que garante bolsas em universidades particulares para estudantes de baixa renda, e o Reuni, programa de expansão das vagas em universidades públicas. Além das políticas do Fies e de cotas nas universidades.

“Somos a UNE da luta contra o nazifascismo, do Petróleo é Nosso, do CPC [Centro Popular de Cultura] e a UNE que combateu a ditadura militar e sangrou para que a democracia revivesse. Somos a UNE da democratização do Brasil, do Fora Collor, dos 10% do PIB para a educação e do Pré-Sal. Somos uma UNE de muitas vitórias”, disse Marianna Dias.

Já a vice-presidenta da entidade estudantil, Jessy Dayane, disse que em um momento de golpe no país é preciso mobilizar os estudantes e garantir a diversidade nas universidades, com a participação de pobres, negros, indígenas, quilombolas e LGBTs.

Governo ilegítimo

Diante do grave cenário político nacional, a sessão ganhou caráter de ato político pelo Fora Temer, em defesa dos direitos e pelas Diretas Já. 

A entidade já vinha se manifestando duramente contra o governo federal, contra as reformas trabalhista e da previdência, defendendo a saída de Michel Temer om a convocação de novas eleições para reconstrução democracia nacional.

“Temos hoje a coragem de dizer que também somos a UNE do Fora Temer, que também somos a UNE que defende a soberania do nosso país e que clama por democracia e que resistirá sobretudo, para que a universidade pública continue sendo um patrimônio inegociável para o povo brasileiro e digo: não permitiremos que nenhum ataque seja feito sobre ela, nem cobrança de mensalidade, nem sucateamento ou projeto que visa a privatização porque um país que não respeita a sua universidade pública é um país que impede a juventude e o povo de sonhar e ter oportunidades. A universidade brasileira é o patrimônio do povo”, concluiu Marianna Dias.

Participações

Participaram da homenagem importantes atores na luta estudantil, como parlamentares de diversos partidos, representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), discursou durante o evento e frisou que a UNE é uma das mais tradicionais e importantes instituições que teve participação decisiva na vida nacional. O deputado também citou o verso do hino da UNE, escrito por Vinicius de Moraes e Carlos Lira que diz que a entidade reúne futuro e tradição.

“A universidade vive momentos duros e de risco a sua autonomia com o estrangulamento das instituições e tudo isso pode ser posto em cheque pela conjuntura [do país]. O ataque às universidades voltou agora com a possível perda da gratuidade, logo agora que estavam a se pintando de povo, de negros. Por isso, é tão importante renunciar a UNE, para que ela possa cumprir com sua missão histórica: de defender a democracia que sofreu um ataque e sustentar a universidade brasileira, colaborando para o desenvolvimento nacional”, disse Orlando Silva, que foi presidente da entidade em 1995.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) destacou o papel das mulheres na UNE que hoje, com presidenta e vice-presidenta, se mostram combativas e corajosas para ajudar a nação na recuperação da democracia que foi atingida por um golpe. 

 

*estagiária no Portal Vermelho


A chantagem de Meirelles

Por Jose Carlos de Assis
Fonte: Brasil 247

Henrique Meirelles é um chantagista. Não tem a menor intenção de promover equilíbrio das contas públicas no país. Está simplesmente chantageando os brasileiros, pobres e ricos, com propostas diversionistas. Enquanto houver um déficit – por exemplo, os R$ 159 bilhões que acabou de anunciar – o Governo tem desculpa para cortar gastos públicos essenciais, massacrar salários e promover mais uma rodada de privatizações dessa vez as joias da coroa do setor energético, as grandes hidrelétricas do Nordeste e do Sudeste.

Pessoas de boa fé acreditam que a política econômica de Meirelles fracassou. É um equívoco. Ele e Temer estão fazendo exatamente o que está escrito na Ponte para o Futuro, a cartilha que o sociólogo Moreira Franco, absurdamente ignorante de economia, ajudou a escrever para orientar o Governo ilegítimo.  A pauta de Meirelles não tem nada a ver com o enfrentamento da crise. Seu objetivo é tirar o espaço econômico e social do setor público para abrir espaço para o setor privado externo e interno.

Vimos isso na emenda que congelou os gastos públicos por 20 anos e na lei que desfigurou a CLT; o propósito de ambas é estrangular os serviços públicos, para favorecer a entrada neles do setor privado, e para reduzir drasticamente o custo do trabalho a fim de ampliar as margens de lucro do setor financeira e da burguesia em geral. O próximo bote que está sedo preparado é o da Previdência. E o mais apetitoso dele, para o setor privado, como acima mencionado, é o assalto às grandes hidrelétricas.

O plano de Meirelles é dizimar o setor público brasileiro. Só assim o capitalismo financeiro mundial verá aberto no Brasil uma avenida de oportunidades especulativas para exploração. É evidente que muita gente de boa fé acredita nas intenções de equilíbrio fiscal do ministro chantagista,  mas o exagero da proposta começa a suscitar reações no Congresso. Está cada vez mais claro que Meirelles perdeu a direção do barco. Exceto o programa de privatização de tudo a qualquer custo, nada pode oferecer à sociedade.

Seus discursos estão ficando enfadonhos e repetitivos. Mente de forma inescrupulosa. Na última entrevista, disse que se fosse resolver o problema do déficit com empréstimos (dívida) os juros iriam subir. Farsante. Os Estados Unidos fizeram déficits de 7 trilhões de dólares de 2009 a 2014, e não houve qualquer aumento da taxa básica de juros de zero po cento. Em qualquer economia em contração, como a nossa, o gasto deficitário, segundo o padrão keynesiano, é a única forma de retomada da economia.

É fato que Meirelles e a burguesia não gostam de financiamento deficitário porque, indiretamente, isso favorece a expansão do gasto e dos serviços públicos. Eles só gostam de déficit quando se trata de financiar os interesses deles. Entretanto, a política de Meirelles é tão idiota e perniciosa que os próprios empresários estão indignados diante da falta de perspectiva de negócios. Claro, não é o caso dos bancos e dos especuladores financeiros. Estes estão nadando de braçadas na política Meirelles/Temer.

O que fazer? Se Temer e seu ministro da Fazenda não fossem dois cretinos evitariam aumento de impostos e tomariam no mercado empréstimos para financiar o déficit público a fim de financiar uma política de gastos públicos reais, abandonando essa estupidez de fazer déficit exclusivamente financeiro para pagar mais dívida financeira, como vai acontecer com os R$ 149 bilhões. Nesse caso, não teremos desenvolvimento, nem retomada da economia, nem retomada da arrecadação fiscal. E, naturalmente, não teremos nenhuma perspectiva de recuperação do emprego, a meta essencial de qualquer economia. 


Não é só por Rafael Braga

Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Benedita da Silva
Fonte: Brasil 247

A injusta condenação penal do catador de objetos usados Rafael Braga, um jovem negro, é bastante emblemática sobre a situação de vulnerabilidade em que vive historicamente as populações excluídas em nosso país. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou por 2 x 1 o pedido de Habeas Corpus para Rafael Braga e resolveu seguir a lógica do sistema dominante de julgar e condenar uma pessoa considerando apenas a sua condição social.

É essa lógica que temos que mudar para fazer a Justiça mais justa. No caso de Rafael Braga, é necessário conseguirmos a flexibilização da Súmula 70, do Tribunal de Justiça, que atualmente valida o testemunho exclusivo do policial. Existe uma testemunha no caso Rafael Braga que nunca foi ouvida. Ela precisa ser considerada dada às evidentes violações do processo investigativo.

Juntamente com os deputados Paulão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDHM) e Wadih Damous, e acompanhada de Adriana Braga, mãe de Rafael Braga, visitei o complexo penitenciário de Bangu 2, onde pude constatar a cristalina sinceridade de sua descrição sobre os fatos que levaram à sua prisão.

A enorme repercussão contra essa condenação, ao mesmo tempo injusta e emblemática do que acontece com quem está na base da pirâmide social, especialmente se for jovem e negro, é extremamente importante não apenas para a libertação de Rafael Braga, mas ainda como manifestação do que entendemos por democracia.

Para nós, enquanto os direitos democráticos não alcançarem todos os Rafaéis Braga em nosso país, ainda não teremos uma democracia de verdade. A população negra das favelas e periferias, os trabalhadores rurais sem-terra e os povos indígenas e quilombolas sempre foram tratados como não-cidadãos e casos de polícia. Isto continuou assim mesmo depois do fim da ditadura militar e da aprovação da Constituição de 88, chamada de “Cidadã”.

Nos governos de Lula e Dilma avançamos muito na conquista de direitos humanos, sociais e de respeito às minorias, mas havia ainda muito caminho para chegar à base social. Agora, com a vitória do golpe reacionário contra a presidenta Dilma e a imposição de retrocessos em todas as frentes, menos em relação ao poder econômico e aos corruptos do governo, estabeleceu-se um regime de vingança contra o povo.

Junto à situação histórica de injustiça e repressão da base social essa onda de retrocesso vai recrudescer ainda mais a discriminação dos negros e pobres e o espírito punitivo da justiça de classe.

Contra isso é que lutamos por nenhum direito a menos, pelo Fora Temer e Diretas Já e pela justa libertação do jovem negro catador de objetos usados Rafael Braga, pois, como já disseram por aí, seis gramas de racismo não podem pesar mais do que 130 quilos de maconha.






 
 
 





 

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