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17/07/2017
O que quer a Globo?, questiona Boulos O que quer a Globo?, questiona Boulos


Brasil 247 –
Guilherme Boulos, ativista do MTST, levanta uma hipótese para o esforço da Globo para derrubar Michel Temer, depois de tê-lo colocado no poder por meio de um golpe.

Na sua opinião, é frágil a tese de que Temer perdeu apoio porque seria incapaz de entregar as chamadas reformas. "Creio ser possível supor uma aposta mais estratégica, pensando na hegemonia política de longo prazo", diz Boulos, em artigo na Carta Capital.

Abaixo, um trecho:

O sistema político da Nova República está em ruínas. Crivado por denúncias, desmoralizado, esse modelo perdeu a capacidade de levar à coesão a sociedade brasileira. Perdeu hegemonia, embora ainda represente o poder de fato. Cabe uma analogia com a crise da ditadura sob o comando do general João Figueiredo. A ditadura ainda tinha o comando, mas havia perdido completamente a capacidade de criar maioria social. Em situações como essa, sempre há o risco de soluções por baixo, expressas na revolta popular contra um regime sem representatividade. A casa-grande tem verdadeiro pavor de alternativas como esta e, historicamente, antecipou-se para construir acordos de transição seguros e conservadores.

Foi assim no fim da ditadura, pode ser assim agora. Não é de hoje que a Globo aposta na narrativa do Judiciário como salvador nacional. Criaram heróis do combate à corrupção, que podem representar a opção a um sistema que perdeu a credibilidade. Uma forma de “limpar” o Estado brasileiro, manter a agenda dominante e recobrar a hegemonia social pode ser com protagonismo do Judiciário. Não por acaso constrói-se a figura de Cármen Lúcia como possível saída em caso de eleições indiretas. Seria uma nova Operação Golbery, com juízes e procuradores à frente.

Embora somente uma hipótese, é preciso muita atenção em relação aos interesses dessa coalizão. Se a crise da Nova República for canalizada nessa direção, isso pode significar o fechamento democrático, com institucionalização de medidas de exceção aplicadas. Não se deve descartar inclusive que se apropriem da bandeira de uma nova Constituinte.


Toledo: fortuna que Temer torrou na compra de parlamentares será inútil

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Brasil 247 –
O jornalista José Roberto de Toledo avalia que a fortuna gasta por Michel Temer para se manter no poder (saiba mais aqui) pode se revelar inútil.

"Depois do recesso de julho, os deputados voltarão a Brasília com uma medida precisa do tamanho da resistência de suas bases eleitorais ao apoio que venderam ao presidente. A chance de não entregarem o prometido à Turma do Pudim aumenta. O bilhão de reais em emendas parlamentares liberado por Temer pode revelar-se o mais inútil da dispendiosa história parlamentar nativa", diz ele.

"Corre o tempo, escorre a sorte de Temer. Novas denúncias vêm aí. Com elas, mais detalhes das tenebrosas transações, mais malas de dinheiro, mais noticiário negativo para a turma engolir. Haja pudim. Se sobreviver à primeira, Temer terá chances cada vez menores de sobrevivência nas subsequentes. O planador presidencial faz piruetas enganadoras, sugerindo um voo sustentado, mas quem paira sem motor sempre termina no chão", prossegue. 

Toledo lembra ainda que "os dias correm contra Temer, mas não é ele quem paga a conta".

"Quem perde tempo é o País. Tempo e dinheiro. A economia definha, a receita escasseia. Falta verba para passaporte, para a polícia, para cultura, para aposentadoria. Direitos emagrecem. Áreas de proteção da floresta amazônica encolhem. Tudo se reduz, na mesma proporção da vergonha dos poderosos. O Brasil se condena a ficar do tamanho de seus governantes."


George Marques questiona: ‘Mensalão do Temer valerá a pena?’

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Brasil 247
Jornalista George Marques discorre em sua página no Facebook sobre o "Mensalão do Temer", por meio do qual o peemedebista garantiu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados a derrubada do parecer pela abertura de investigação contra ele por corrupção passiva. 

"Para conseguir a fabricada vitória na CCJ esta semana, o governo gastou um trocado de cerca de R$ 15 bilhões entre emendas e liberação de recursos a políticos", escreve Marques.

Ele questiona se no final terá valido a pena para Temer. "Perguntas que não querem calar: 1) vale esse esforço financeiro todo para evitar a líquida e certa queda de um presidente provisório, fraco e sem governabilidade? 2) se para conseguir a vitória artificial e tabajara na CCJ o governo torrou R$ 15 bilhões, quando a denúncia chegar ao plenário (02/08) o "esforço" chegará à de R$ 1 trilhão?", indaga o jornalista.


República da espionagem, do dedurismo, dos alcaguetes

MONITOR

Fonte: Tijolaço Não é um teórico da conspiração, mas um rapaz muito cordato aos homens do poder quem diz. Gerson Camarotti, no G1:

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi alertado por colegas para o risco de estar sendo monitorado. O próprio Maia já não esconde mais de interlocutores essa desconfiança. Por isso mesmo, tem tomado cuidado redobrado com a agenda e em encontros políticos. O ambiente anda tão tenso em Brasília que aliados de Maia já chegaram a suspeitar de uma ação do próprio Palácio do Planalto. 

Passa pela cabeça de alguém que o presidente da Câmara de algum país – tirante as republiquetas mais remotas – esteja sendo espionado pelo Presidente da República. Ou que o presidente da República tenha um gorducho agente telefonando para a mulher de um preso, Lúcio Funaro, para saber se ele está delatando?

Não vou fazer uma lista, até porque não há em Brasília uma alma – mesmo entre os que as têm, porque ter alma já está virando raridade – que não tema estar sendo gravado, esquadrinhado, fotografado.

Desde os tempos da ditadura, jamais houve um clima assim neste país.

Os 3M – mídia, moralismo e meganhas – levaram este país a isso e o udenismo que habita todas as cabeças da classe média, inclusive as que se crêem de esquerda, pariram esta monsturosidade e agora, só não vê quem não quer, cresce o perigo da ascensão de um fascista, senão ao poder, ao menos ao primeiro plano da vida política brasileira.

Porque isso está evidente, senão com o babugento Jair Bolsonaro, com o vazio, dourado e abjeto João Dória.

O caminho do golpe político só leva ao despenhadeiro.






 
 
 





 

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