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19/05/2017
Movimentos sociais reafirmam como única saída as eleições diretas Movimentos sociais reafirmam como única saída as eleições diretas

 


Fonte: Portal Vermelho - Fora Temer, eleições diretas já e a suspensão da tramitação das reformas da Previdência e Trabalhista no Congresso Nacional. São esses três pontos que unem nas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo setores expressivos do movimento estudantil, comunitário, sindical e trabalhadores do campo e da cidade, entre outros segmentos. As entidades iniciaram desde a quarta mobilizações pela queda do presidente ilegítimo, flagrado em gravação comprando o silêncio de Eduardo Cunha.

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, expõe sua expectativa com o sucesso dos próximos atos. “Completamos um grande processo de lutas sociais contra o Governo Temer, a expectava para as próximas manifestações são as melhores possíveis, acumulamos um ano de luta contra o golpe gritando Fora Temer, o impeachment foi dado pra manter os corruptos no poder e calar as investigações, além de aplicar um programa que não foi escolhido nas urnas em 2014, que atende ao empresários, o mercado financeiro e promove reformas que prejudicam os brasileiros.

Carina argumenta que as eleições diretas devolvem ao povo o direito de decidir os rumos do país. “Não é o Congresso Nacional que decidirá os rumos do país, a população organizada está em luta, demonstrou grande força na Greve Geral, ocorrida no último dia 28. Nos temos esperança que a saída política está nas ruas e não nessa classe política”, ressalta Carina. 


Gilmar Mauro da coordenação nacional do MST afirmou que o movimento social não vai deixar a rede globo pegar carona na mobilização pelo Fora Temer. "Quem esteve nas ruas foi o povo, o movimento social, as centrais sindicais e nós não vamos permitir outro protagonismo que não seja o protagonismo popular de chamarmos eleições gerais já", enfatizou Gilmar.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, aposta na insustentabilidade no Governo Temer. "Não há qualquer condição desse governo continuar, perdeu todas os alicerces políticos, esse golpe é baseado em corrupção e compra de silêncio, isso estava evidente, agora os mesmos que há um ano entraram pelas portas dos fundos sairão direto pra lata do lixo da história", afirma. 
 
Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), denuncia as práticas do consórcio golpista. "Temer está querendo um acordo para não sair do Palácio do Planalto direto para Curitiba, ele vai construir com um judiciário uma imunidade, nem que seja para sair do país e não ser preso, todo mundo sabe que esse governo vai cair, por isso a disputa será nas ruas, o Temer não irá durar no poder e as ruas demonstrarão isso. Não basta derrubá-lo, temos que construir uma saída com a vontade popular, eleição indireta é golpe, se colocarem o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) ou alguém do STF não será um representante do povo, por isso lutamos pelas diretas já!", defende. 

Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), destacou a unidade das Frentes Brasil Popular como estratégica no atual cenário político. Na opinião dele, é importante dialogar com setores que apoiaram o golpe mas que neste momento percebem a gravidade dos desdobramentos.


>Centrais: Suspender reformas feitas por um governo sem legitimidade

 

Fonte: Portal Vermelho - Em nota com o título "Por eleições democráticas e contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária", divulgada nesta quinta-feira (18), as principais centrais de trabalhadores do Brasil exigem que sejam retiradas da pauta do Congresso Nacional as reformas trabalhista e da previdência. 

As centrais também afirmam que as constantes denúncias envolvendo as instituições republicanas mostram que “falta legitimidade social e política ao governo”. Segundo as entidades, as reformas penalizam o trabalhador.

“Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional”, finalizam as centrais.


A nota é assinada pela Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Confira a nota na íntegra:

 

NOTA OFICIAL DAS CENTRAIS - POR ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS E CONTRA AS PROPOSTAS DE REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as Centrais Sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.

 

Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.

 

O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.

 

Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.

 

No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando  todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.

 

Antonio Neto

Presidente da CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

 

Adílson Araújo

Presidente da CTB - Central dos Trabalhadores Brasileiros

 

Paulo Pereira da Silva - Paulinho da Força

Presidente da Força Sindical

 

José Calixto

Presidente da NCST - Nova Central Sindical dos Trabalhadores

 

Ricardo Patah

UGT - União Geral de Trabalhadores






 
 
 





 

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