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19/05/2017
Pausa para relaxar: o verdadeiro “powerpoint” Pausa para relaxar: o verdadeiro “powerpoint”

novopower

Fonte: Tijolaço - O castigo, sabe-se, vem a cavalo.

Mas é melhor quando vem como piada, ainda que amarga.

A “propinocracia”, viu-se, é bem outra.

Aquela que o doutor daltônico, que só enxerga o vermelho, mas passa batido pelo azul e amarelo,  não enxerga.

E, antes dele, nunca viram.

E que é tão objetiva que, em dois meses, pôde-se produzir provas objetivas, incontestáveis.

Quando outras, em dois anos, não conseguiram isso, mesmo – como disse alguém – “a marteladas”.

É uma bobagem dizer que está provada a imparcialidade da Lava Jato.

Nenhum dos inquéritos envolvendo o núcleo do golpismo, exceto os de Eduardo Cunha, andou significativamente.

A carne é forte…


>Meirelles, ex-JBS, é um indecoroso

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Fonte: Tijolaço - O senhor Henrique Meirelles, na notícia acima, mostra o quanto é um homem sem qualquer noção de decoro e moralidade.

Ou melhor, um homem com uma única fidelidade: aos donos do dinheiro.

Não lhe passa na cabeça vaidosa que pôde ser bem sucedido como auxiliar (grifo, para que se compreenda bem) no governo de Lula porque este governo tinha propósito e legitimidade populares.

A mídia, sempre generosa com o “mercado”, deixa passar quieto que Meirelles, mais do que ninguém, está metido até o pescoço neste caso da JBS, porque foi nada menos que presidente de seu Conselho de Administração.

Ou será que os irmãos Batista, apresentados como os grandes mutreteiros da carne, que traficam influência e dão mesada a Eduardo Cunha ao tratar com Meirelles eram ascetas dignos de figurar num altar?

Henrique Meirelles faz Armínio Fraga parecer uma “reserva ideológica”. Ao menos assume que está a serviço de um projeto, enquanto aquele quer ser visto como uma espécie de “açougueiro profissional”, disposto a cortar, sem piedade, gastos sociais que são, em última análise, a própria vida de seres humanos.

Sua “obra” está erguida sobre um mar de infelicidades, angústias, sofrimentos, desesperos de quase 15 milhões de homens e mulheres sem trabalho, no sucateamento dos serviços públicos com que, miseravelmente, ainda podem contar e nas portas cerradas ao futuro pelos 20 anos de arrocho que, pelas mãos aduncas de Temer e do lixo parlamentar que o apoiava, com que manietou o orçamento público.

Se a economia é uma guerra, o Sr. Meirelles é apenas um mercenário do capital, a serviço de quem quer que seja que o mantenha como “coronel” da economia.


>Devagar com o andor que o santo é de barro


Por Fernando Horta
Fonte: Jornal GGN

Desde que os parlamentares fizeram o criminoso impeachment de 2016, e que o STF se calou, nossas instituições praticamente inexistem.

Temos visto um pipocar de casuísmos e autoritarismos. O abuso da violência não tem encontrado limites, desde rasos policiais e seus cacetetes até empolados juízes e suas liminares. De baixo a cima o Brasil virou um amontoado de entulhos institucionais que uns são obrigados à força cumprirem e outros não se incomodam com estas "bobagens". O que diferencia a possibilidade de descumprir as leis é sua cor de pele, seu extrato bancário, suas relações familiares com o poder ou sua proximidade com os centros destes poderes nus.

Não precisamos aqui falar de Renan descumprindo decisão do Supremo, de policial quebrando (com gosto) cacetetes no rosto de jovens manifestantes ou de Geddel usando seu cargo como salvaguarda para manter seus excusos interesses financeiros. O detalhe é que nada aconteceu em nenhum destes casos. Para um país que quer se mostrar severo, ao gastar milhões numa investigação sobre pedalinhos e tickets, não punir os absurdos que ocorrem todos os dias parece um contrasenso.

"Mas o Brasil sempre foi assim", dirão alguns. Não é só o Brasil. Esta seletividade no trato com as instituições é marca do mundo ocidental, gerado por um elitismo do século XIX e acrescido de um capitalismo predatório onde o símbolo de sucesso é o dinheiro, não interessa como foi conseguido. Cria-se até histórias para "esquentar" moralmente o dinheiro: é o herdeiro "self made man", o "gestor-trabalhador" ou o banqueiro dono de um "diferencial intelectual" que lhe confere valor. O que acontece no Brasil do pós-golpe é que perdeu-se o sentido completo de país. A quebra do contrato democrático-eleitoral (com a remoção sem causa de Dilma) ensejou inúmeras outras quebras de contrato em diversos níveis institucionais. O Brasil virou um local onde o mais forte se impõe, sem nenhum receio ou vergonha. Se este mais forte o é por se ter um cacetete, usar toga ou possuir alguns milhões na conta, dane-se, agora é assim e revogue-se disposições em contrário. 

O autoritarismo cresceu muito nas micro-relações. Os casos de violência contra mulheres aumentaram, contra minorias étnicas ou culturais também. A violência da linguagem que agora não se envergonha de atacar os direitos humanos básicos, os direitos constitucionais e mesmo a integridade física daquele com o qual eu não concordo é outro forte indicativo do mal que o golpe de 2016 perpetrou no Brasil. A economia não se recupera não por alguma variável que está definitivamente mal, mas porque é impossível fazer qualquer negócio com aquele que eu não tolero, com aquele que eu não aceito. A única forma de interação possível com o "outro" torna-se a violência. É a partir do momento que eu nego tudo ao "outro" que eu passo a construir o "meu país". Esta é a forma teórica de se cultivar o "nacionalismo", sempre através da exclusão. É excluindo o "outro", por quaisquer motivos imaginados (cor da pele, língua, religião, cultura, cor predileta e etc.), eu reafirmo o "eu". E é claro que todos os direitos tenho "eu" e não o outro.

Isto já estamos vivendo, desde 2013 com intensidade crescente. Por isto os cientistas sociais, políticos, historiadores dizemos que já estamos dentro do espectro do fascismo. Acho, entretanto, que corremos um risco ainda maior. A constante e recorrente quebra de contratos inviabiliza pactos sociais. Se direitos são suprimidos em votações supresa no meio da noite, se policiais pegos em vídeo assassinando cidadãos são colocados em liberdade, se homossexuais podem ser banidos de suas casas por "decisão da vizinhança" o que faz você pensar que uma eleição direta vai "arrumar" o país? A eleição é um resultado de pactos sociais engendrados historicamente e não causa deles. Ficou claro que as elites brasileiras não gostaram de brincar de democracia e estão levando a bola para casa.

Ao quebrarem o pacto eleitoral que conduziu Dilma à presidência, por motivos espúrios cada vez mais claros, o parlamento (com a anuência do judiciário) quebrou a espinha dorsal da nossa sociedade. Apenas para um exemplo, em 228 anos de democracia nos EUA, com 45 presidentes nunca houve um que tivesse sido retirado do poder através do impeachment. No Brasil, metade dos presidentes eleitos após o período militar teve seu mandato retirado pelo congresso. Fica claro que a ruptura em nossa sociedade não é entre "direita" e "esquerda", mas entre a elite que sempre teve o poder e a população. 

Diante disto, o caminho de eleições diretas em nada resolverá o problema brasileiro. Se Lula não puder concorrer a esquerda continuará negando legitimidade às urnas, se ele puder quem negará será a direita. Em concorrendo, se Lula ganhar, eles irão às ruas protestar, se Lula perder quem sairá seremos nós, alegando fraude. Já adianto que o problema não é Lula. Ocorrerá o mesmo num pleito entre Doria e Ciro Gomes, por exemplo. A culpa não é do agente político que concorre na eleição, mas do pacto quebrado que não permite o nascimento de um consenso eleitoral.

Só há, assim, duas alternativas para evitar a violência: ou temos uma restauração do pacto anterior com sinalização clara das nossas instituições de que erraram. O STF julgando o mérito do impeachment, mais do que demonstrado o vício de origem, as tramóias e trapaças parlamentares comandadas por Cunha e Temer, reconduzir Dilma para este "mandato tampão" até 2018. Dilma tem três imensas vantagens, não está implicada em nenhum escândalo de corrupção, teve um primeiro mandato bom e teria como rearticular o governo. De lambuja, ela colocaria na mesa 54 milhões de votos. Sei que muita gente não gosta de democracia, mas isto é, convenhamos, um bom argumento. Óbvio que as vozes estridentes do fascismo teriam que ser caladas, mas até para isto estaríamos fortalecendo as instituições. Existem leis atuais que poderiam ser colocadas em prática e banir esta chaga do nosso país.

A outra alternativa é colocar a força nas ruas. Seria um pacto das elites, forjado sem a participação popular. Através de uma eleição indireta, este parlamento, já entendido por todos como tão ilegítimo quanto Temer, escolheria um nome que nunca será consenso. E para fazer o povo "engolir", colocar os cacetetes e as armas nas ruas. Neste caso, estaremos mais próximos de completar o ciclo fascista. Ao acreditar que "reforçam" as instituições, nossos governantes apenas as dilaceram mais. Este governo ilegítimo de Temer, daria lugar a um governo ilegítimo de outro ainda mais estranho à nossa história recente. E como desta ilegitimidade chegaremos às urnas em 2018 "pacificados"?

A única coisa que o golpe de 2016 fez foi gestacionar a violência em nossa sociedade. Aumentar o nível de insatisfação, como se estivéssemos numa panela de pressão. Espero que as decisões de 2017 não façam isto novamente. O perigo é nem chegarmos como país a 2018, mas se chegarmos, dali não passar.






 
 
 





 

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