EXCLUSIVO - O jornalista Roberto Cabrini, um dos mais premiados da televisão brasileira, deverá nos próximos dias soltar uma bomba nada junina capaz de provocar uma divulgação estonteante de Campina Grande, a cidade d'O Maior São João do Mundo, podendo alçá-la aos píncaros da glória turística ou ao mais baixo chão da vergonha nacional.
Cabrini, que ficou conhecido por grandes reportagens investigativas – foi ele quem descobriu o paradeiro de PC Farias e também o da fraudadora da Previdência Social Jorgina de Freitas – voltou a investir em matérias de rua no seu ‘Conexão Repórter' (SBT, às 22h15 das quintas-feiras) e esteve por toda a última semana em Campina Grande de forma praticamente anônima gravando elucidativa reportagem sobre a prostituição infantil no Município, tema inclusive de uma CPI na Câmara Municipal, anos atrás, que acabou em pizza por envolver nomes de renomadas autoridades e grandes empresários.
Apesar da bagagem de mais de 30 anos de carreira, Cabrini sempre afirma ter fôlego de um iniciante: "A melhor matéria é sempre a próxima.
Se o jornalista não pensar assim, sai da redação desmotivado. Volta e meia me vejo passando por uma situação que nunca vivi", disse ele ao repórter d'A PALAVRA que buscou saber qual o fio da história do seu "Conexão" pautado em Campina Grande.
Cabrini trocou a Record pelo SBT em agosto do ano passado e o seu programa é campeão de audiência no horário. Ele conta que tem uma equipe muito motivada. "Meu programa está abrindo portas a novos profissionais e valoriza o jornalismo de uma forma geral", se envaidece.
O programa gravado em Campina Grande deverá ser mesmo uma bomba de nitroglicerina. Cabrini vai focar a prostituição infantil com base na agenda de uma menina moradora no bairro das Malvinas que precisou sair da cidade protegida pelo Ministério da Justiça quando denunciou o crime e deu nome a pessoas, estas inclusive lhe ameaçando de morte. Na época a adolescente recebeu ajuda do Ministério Público para a fuga através do promotor Herbert Targino, caso que ganhou as manchetes dos jornais.
Antes de viajar a menina confiou sua agenda, onde anotava placas de carros, nomes dos parceiros e horários dos encontros, ao jornalista Marcos Marinho, que para xerocopiá-la valeu-se à época de uma máquina na sede da CDL, aberto à noite exclusivamente para que o trabalho pudesse ser realizado. Parte desse material foi passado a Cabrini.
Em Campina Grande, conforme apurou A PALAVRA, Cabrini precisou em algumas ocasiões se disfarçar e utilizar-se de micro-câmeras de TV para colher depoimentos para a reportagem. Um desses depoimentos envolve conhecido garçom da cidade que, sem saber que estava sendo filmado, agenciou meninas de 13 anos de idade para o jornalista.
A matéria de Cabrini, dessa forma, pode aumentar o fluxo de turistas para Campina Grande acaso atraia aqueles interessados em fazer sexo. Mas, em compensação, pode motivar a revolta da esmagadora maioria que repudia a prática criminosa da prostituição infantil.
A reportagem de Cabrini deverá ir ao ar nesta próxima semana ou no mais tardar na seguinte.
QUEM É CABRINI
Francisco Roberto Cabrini foi correspondente internacional da Rede Globo em Londres e Nova York, ganhou os principais prêmios como repórter investigativo (APCA, Líbero Badaró, Imprensa e Vladimir Herzog) e cobriu seis guerras.
Após passagem pelo SBT, novo retorno à Globo e passagem pela Band e Rede Record, ele voltou em agosto de 2009 ao SBT.
Cabrini começou aos 16 anos de idade em uma rádio do interior de São Paulo e, aos 17, foi contratado pela TV Globo como o repórter mais jovem do telejornalismo de rede do país.
Em 28 anos de carreira, cobriu seis guerras internacionais (Afeganistão, Iraque, Palestina, Camboja, Caxemira e Haiti); participou de cinco Olimpíadas e cinco Copas do Mundo; foi correspondente por oito anos - quatro deles em Londres e quatro em Nova York - além de realizar coberturas em mais de 50 países. Fez uma entrevista exclusiva com o ex-Secretario do Tesouro do governo Fernando Collor, Paulo Cesar Farias, em Londres.
Também foi Roberto Cabrini quem noticiou, ao vivo, pela TV Globo, o óbito do piloto Ayrton Senna em maio de 1994. Cabrini cobria o GP de fórmula 1 de Ímola, na Itália, e foi a Bologna acompanhar a sequencia dos fatos e entrou em plantão ao vivo para noticiar o fato, dizendo:
"Morreu Ayrton Senna da Silva. Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar."
O jornalista Roberto Cabrini estava trabalhando na Rede Record, realizando as reportagens investigativas para seu programa Reportér Record.
Ousadia e responsabilidade pautam o trabalho do jornalista. No domingo, dia 2 de agosto de 2009, quando todos na redação da Rede Record esperavam por ele para a apresentação do Reportér Record ao vivo, chegou a notícia de que o jornalista não iria estar no jornalistico, pois o empresário e apresentador Silvio Santos ofereceu-lhe uma proposta para trocar a Record pelo SBT, o que de fato aconteceu. Nesse mesmo domingo, à tarde, Roberto Cabrini assinou contrato com o SBT.
O jornalista, na época da TV Record, foi preso junto com uma mulher pela Polícia Civil do Estado de São Paulo no fim de noite do dia 15 de abril de 2008 por porte de drogas. Segundo a Polícia Civil, ele foi detido no 13ª Distrito policial, na Casa Verde, na zona norte da cidade de São Paulo. Foram apreendidos com ele 10 papelotes de cocaína. Cabrini afirmou no depoimento que estava indo se encontrar com uma fonte, sobre uma matéria, mas disse que foi vítima de uma armação. A Rede Record disponibilizou o departamento jurídico da emissora para ajudá-lo no caso.
O CONEXÃO REPÓRTER
"Aqui, Roberto Cabrini. E este é o Conexão Repórter". É dessa forma que o jornalista e apresentador dá início, todas as quintas-feiras, às 22hs., às grandes reportagens e às profundas matérias investigativas as quais o tornaram em um dos nomes mais respeitados do jornalismo nacional.
No SBT Cabrini mostra reportagens capazes de mudar a história, investigações sem medo, revelações exclusivas, o arrojo, a coragem de se aprofundar nos assuntos e a realidade que tantos tentam esconder.
"Imagens inquietantes e temas polêmicos que dividem a sociedade são as substâncias do Conexão Repórter, um programa de documentários eletrizantes que também tem a agilidade de mostrar tudo ao vivo toda vez que for necessário", explica Cabrini.
Logo no primeiro programa ele trouxe um tema perturbador: a venda de crianças no Brasil. Cabrini e sua equipe passaram quatro meses viajando por lugares remotos do País a fim de desvendar como funciona a indústria do tráfico de crianças, que se faz possível, segundo Cabrini, "pela pobreza local, pela falta de leis e por um sistema de adoção burocrático".
Munidos de câmeras escondidas e de uma disposição para se colocar nas situações propostas pela matéria, o time de Cabrini foi a cidades do Pará e da Bahia para penetrar nessa máfia, da qual participam aliciadores, políticos, médicos e funcionários públicos, entre outros.
O Conexão Repórter já mostrou um dos braços mais fortes e extremos da Al Qaeda, o Al Shabaab, localizado na Somália; bem como temas como a mutilação genital, crianças que já crescem matando, os piratas contemporâneos e a prostituição em São Paulo como nunca antes foi abordada, entre diversos outros.
A proposta do programa é a busca pela verdade por meio de grandes reportagens. O nome surgiu pela modernidade que sugere, a informação nos tempos de hoje viaja por conexões cada vez mais velozes e sofisticadas. O uso da palavra "repórter" foi estrategicamente usada para destacar o formato e a disposição do apresentador.
Roberto Cabrini, além de editor-chefe, também faz as grandes reportagens. Leva ao espectador a imagem e a informação que ninguém conseguiu. A exclusividade é o lema do programa.
O Conexão Repórter também quer ter como marca a modernidade. Tem a capacidade de abordar vários temas e ser o menos engessado possível. Diferentemente do que já existe, o programa é mais amplo, a regra é evitar a regra. Factuais transformam o programa em um grande telejornal com grandes reportagens. O cenário é futurista e o pacote gráfico tem uma linguagem peculiar de acordo com cada tema do programa.
A equipe é formada essencialmente por produtores-repórteres, que embora não mostrem a "cara", participam ativamente das reportagens. O principal perfil dos jornalistas contratados é a disposição em grandes produções. São nomes respeitados no mercado e que decidiram participar do projeto pela audácia e arrojo propostos, além da oportunidade em fazer parte da equipe do principal repórter do país.
Mostramos o que ninguém mostra: as grandes reportagens investigativas, as revelações exclusivas, o arrojo, a coragem de se aprofundar nos assuntos, a agilidade, as descobertas, a imagem inquietante, as perguntas que ninguém faz. Onde houver uma grande historia, nós estaremos lá.
"Aqui a grande reportagem é a estrela da companhia!", exulta-se Roberto Cabrini.
Fonte: Da Redação - http://apalavraonline.com.br