Em vigor desde abril deste ano, o Projeto Jovens Mulheres Quilombolas surgiu com o objetivo de fortalecer a participação social, a partir do protagonismo juvenil e para garantir os direitos de jovens mulheres das comunidades quilombolas do estado de Goiás, região Centro-Oeste brasileira.
O ‘Jovens Mulheres Quilombolas’ é uma iniciativa da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (SEPPIR), do Governo Federal. O projeto atende 16 municípios goianos selecionados, onde foram identificadas 19 Comunidades Quilombolas. Uma das metas é criar políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida dessa população.
Segundo Neusa Ravaroto, assessora de Coordenação do Projeto, no primeiro momento, o programa faz um trabalho de interação com as comunidades para identificar suas características e, depois, é feito o processo de capacitação. De acordo com ela, as jovens beneficiadas pelo projeto têm idade entre 18 e 27 anos.
Ela informa que a estimativa é de que 85 mulheres sejam capacitadas pelo Jovens Mulheres Quilombolas, através de orientação com vistas ao desenvolvimento integral, educação, transmissão cultural de saberes. O contato com essas jovens se dá através dos líderes comunitários.
O Projeto, que tem duração de um ano, prevê ações de sensibilização, mobilização, capacitação e qualificação, a fim de fortalecer a identidade cultural e política das jovens em suas comunidades.
Entre as atividades estão a realização de três seminários regionais e um estadual que devem abordar temáticas como: Participação e Protagonismo Juvenil, Mobilização Social e Rede de Participação, e, Política Pública e Incidências Políticas.
Uma das dificuldades enfrentadas pelas Comunidades Quilombolas é a dificuldade ao acesso às instituições de ensino, além da ausência de saneamento básico e de postos de saúde.
Neusa destaca que a iniciativa visa, além de fortalecer o protagonismo dessas jovens, contribuir para o desenvolvimento local das comunidades. Ela comenta ainda que ações como essas contribuem para o desencadeamento de outros programas para essa população. "É muito importante a interação entre a universidade e comunidade", ressalta.
Ao final do projeto, espera-se compor o Forum Goiano de Jovens Mulheres Quilombolas. "Com a criação da rede esperamos expandir as atividades", declara a assessora.
Mais informações através do site: www.jovensmulheresquilombolas.ueg.br